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Compilamos algumas matérias e um vídeo que mostram os números alarmantes de cães e gatos nas ruas e a carência de lares dispostos a acolher tantos. A castração é a maneira mais eficaz e humanitária de buscar o controle das populações desses animais, é uma demonstração de compaixão e respeito por eles. Ao longo do artigo, há um tópico interessante, contendo “perguntas e respostas” sobre a castração.

 

Brasil tem 30 milhões de animais abandonados

Publicado por Agência de Notícias de Direitos Animais – ANDA

Fotos meramente ilustrativas

Estima-se 10 milhões de gatos abandonados no Brasil

foto ilustrativa

Estima-se 20 milhões de cães abandonados no Brasil

 

Os cães são os melhores amigos do homem, mas o homem é o que do animal? Alguns que tratam os animais como simples coisas, mas não podemos generalizar. Porém podemos dizer que os maus-tratos ficam mais evidentes a cada dia.

A Organização Mundial da Saúde estima que só no Brasil existam mais de 30 milhões de animais abandonados, entre 10 milhões de gatos e 20 milhões de cães. Em cidades de grande porte, para cada cinco habitantes há um cachorro. Destes, 10% estão abandonados. No interior, em cidades menores, a situação não é muito diferente. Em muitos casos o numero chega a 1/4 da população humana.

O Brasil não tem leis efetivas para defender os animais, principalmente de maus-tratos, o que já existe em outros países. Enquanto o exemplo não é seguido, cabe a pessoas como a diarista Jania Aparecido Pinto, que tentar minimizar o abandono, mesmo que seja de maneira improvisada. Ela tem paixão por gatos e cuida de 26. Ela consegue alimentar e dar assistência médica com a ajuda de um grupo de voluntários.

Enquanto uns fazem de tudo para ajudar, outros caminham no sentido inverso. Em Tibiriçá, região de Bauru, um canil que abrigava mais de 70 cães de grande porte é alvo de investigação policial. A Delegacia do Meio Ambiente encontrou animais debilitados e em condições precárias de higiene. Mais de 10 animais acabaram morrendo devido a complicações de saúde. A mobilização de voluntários tem salvado a vida dos demais.

O poder público de modo geral carece de políticas para resolver o problema. Em Presidente Prudente, o Centro de Zoonoses da cidade reconhece a situação e pretende iniciar em breve um trabalho de identificação dos animais através de chips eletrônicos. Com isso, a expectativa é reduzir consideravelmente o numero de animais abandonados.

Combater o problema é fundamental. Mais importante ainda é não deixar que ele aconteça. Sabemos que todos precisam ter direito a vida e nós humanos com certeza somos minoria perante aos demais habitantes da Terra. Por isso necessário respeito.

Talvez o homem seja o único ser que invada o território do outro. Que agrida sem ser ameaçado. Que abandona sem ter motivo. Que maltrata sem justificativa e que tem a capacidade de racionalidade, mas não usa.

 

O Estado São Paulo recolhe cerca de 24 mil animais abandonados por ano, sendo que, destes, somente 1.500 são adotados. Em média, 60 animais são sacrificados por dia, apenas em SP.

UM OLHAR SOBRE O ABANDONO

 

São Paulo tem aproximadamente 2 milhões de animais abandonados nas ruas

Publicado por Agência de Notícias de Direitos Animais – ANDA

foto ilustrativa

São Paulo tem aproximadamente 2 milhões de animais abandonados nas ruas

foto meramente ilustrativa

Importância da castração

 

O número de animais abandonados pelas ruas de São Paulo não para de crescer, são aproximadamente 2 milhões. A grande São Paulo tem apenas um centro móvel de castração que fica em Caieiras.

Segundo o Jornal do SBT, um ônibus foi montado para os animais abandonados nas ruas serem castrados, assim evita que mais animais nasçam e fiquem na rua. Dois médicos veterinários dividem as tarefas. Fazem a média de 17 castrações por dia e a cirurgia é de graça.

“Muitas vezes estas pessoas não vão fazer este procedimento em seus animais por conta dos custos elevados”, diz Flávia Mauer, veterinária que atende dentro do ônibus.

O ônibus fica lotado, mas isso é exatamente o que eles querem.

Além dos cães, fêmeas e machos, gatos também podem ser castrados. Isso diminui os riscos que eles sofrem ao escaparem para as ruas, além de evitar doenças e deixá-los mais caseiros e tranquilos.

Perguntas e respostas sobre castração

A castração é um dos recursos mais importantes no combate à reprodução descontrolada de animais. A capacidade de reprodução de cães e gatos é bem grande. Os machos ficam aptos para reprodução muito cedo: cães – a partir dos 8 meses; gatos – a partir dos 6 meses. Podem cruzar com várias fêmeas por dia, durante todos os dias do ano, por toda a vida. Uma cadela pode ter, em média, 16 filhotes em um ano e uma gata, 15 filhotes nesse período. A reprodução pode ocorrer até o final de suas vidas.

Indiretamente, a castração também contribui para a diminuição do índice de abandono, além da saúde do animais, pois quanto maior a população de animais, maior a impossibilidade de cuidar de todos adequadamente. Outras consequências decorrentes do abandono também são evitadas ou diminuídas, tais como: a incidência de zoonoses; as situações de violência – por parte dos humanos e até de outros animais, e os acidentes de trânsito.

1 – Como é feita a castração? O animal sente dor?

Trata-se de uma cirurgia simples e indolor, que consiste na remoção do útero, trompas e ovários – na fêmea, e dos testículos – nos machos. Muitos cirurgiões veterinários já estão totalmente atualizados com as modernas práticas de cirurgias minimamente invasivas, as quais além de permitirem tempos operatórios curtos e de recuperação muito rápidos, diminuem o risco cirúrgico, a dor e o processo de cicatrização. Em torno de uma semana, o animal estará totalmente recuperado.

2 – Quais as vantagens da castração?

Além de evitar a superpopulação de animais e o consequente risco de abandono, a castração também propicia outras vantagens:

– Diminui bastante o risco de contraírem doenças nas vias uterinas e vários tipos de câncer (mama, útero, próstata e testículos). Em vista disso, a sua expectativa de vida aumenta;

Além das doenças citadas anteriormente, a esterilização também evita o contágio de outras moléstias. Na fase reprodutiva, os animais ficam mais expostos pois costumam estar estressados; alimentam-se mal; têm contato íntimo com outros animais (inclusive trocando secreções) e podem entrar em disputas com outros animais, onde o contágio pode ocorrer através de mordidas, arranhões e traumas;

– Na fêmea, elimina o cio (deixa de atrair os machos) e o sangramento. Dessa forma, evita a gravidez indesejada e a psicológica (pseudociese);

– O macho castrado pode continuar a ter interesse pelas fêmeas, bem como copular (apesar de não haver mais fecundação), porém o interesse será menor e não haverá mais disputas por elas;

– Diminui o hábito da demarcação de terrritório com a urina, que inclusive até perde o forte odor;

– O animal tende a fica mais calmo, menos agressivo e ansioso, pois não sofrerá mais os efeitos da excitação sexual constante. Com isso, evitam-se as fugas, as brigas com outros animais e os latidos, uivos e miados excessivos.

É necessário ressaltar que a castração não é inteiramente responsável pelo comportamento dos bichos. Este depende de outros fatores, como a genética, a quantidade de hormônios e o ambiente em que eles vivem. A idade em que o procedimento é realizado também é um fator importante, pois se o animal for castrado um pouco mais velho, será mais difícil perder hábitos já consolidados.

3 – A partir de que idade posso levar gatos e cães para serem castrados?

A época ideal de castração dependerá da condição clínica do animal e da orientação veterinária, sendo recomendável que isso aconteça antes da maturidade sexual, de preferência, e não após.

O procedimento cirúrgico pode ser executado com segurança e sem efeitos colaterais (a não ser os usuais) já a partir de 6 semanas de vida. Animais que podem ser mantidos controlados, em residência onde se possa evitar cópulas indesejadas, recomenda-se aguardar até os 4 meses de idade; não por causa do procedimento, mas para aguardar a época do efeito máximo de efeito da imunização ou quando for conveniente não depender de supervisão para evitar procriação indesejada. Animais que não estiverem com o esquema de imunização completo podem ser vacinados no momento da cirurgia, sem maiores riscos; apenas eventualmente de haver uma menor resposta imunológica.

Mas é preciso considerar que todo caso é um novo caso e precisa ser avaliado individualmente, especificamente quanto à condição de saúde e criação.

4 – A fêmea não precisar ter, pelo menos, uma cria antes de ser castrada?

Não é necessário, pois ter crias não torna a fêmea mais saudável ou mais “feliz”. A ideia de “as fêmeas precisam se realizar como mães” é fruto de uma projeção da psicologia humana na vida dos animais. Quanto mais cedo for realizada a castração, menores as chances de desenvolver câncer de mama e doenças genitais.

A castração é sempre uma excelente medida. Um ato de carinho e amor.

 

Campinas inicia microchipagem de cães e gatos; população é de 165 mil; dez por cento dos animais da cidade vivem soltos nas ruas

Do G1 Campinas e Região, 06/03/2015

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População estimada de cães e gatos abandonados em Campinas é de 16,5 mil

 

A Prefeitura de Campinas (SP) iniciou nesta sexta-feira (6) o sistema de microchipagem de cães e gatos. A população destes animais gira em torno de 165 mil, sendo que 10% vivem soltos nas ruas. Eles são a prioridade na primeira etapa. O primeiro bairro a receber é a Vila Boa Vista.

Além das informações de vacinas dadas, o objetivo é identificar os proprietários, para casos de acidentes ou abandono. O chip, que é do tamanho de um grão de arroz, é implantado na pele do animal com uma espécie de seringa. O procedimento é muito rápido e seguro

 

Brasileiros têm 52 milhões de cães e 22 milhões de gatos em domicílio, aponta IBGE

Do G1  São Paulo, 02/06/2015

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Menos lares dispostos a acolher do que o número de animais que precisam

 

Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgada 02/06/2015, 44,3% dos domicílios do país possuem pelo menos um cachorro, o equivalente a 28,9 milhões de unidades domiciliares. Os dados se referem a 2013.

O IBGE estimou a população de cachorros em domicílios brasileiros em 52,2 milhões, o que dá uma média de 1,8 cachorro por domicílio.

Gatos
Em relação à presença de gatos, 17,7% dos domicílios possuem pelo menos um, o equivalente a 11,5 milhões de unidades domiciliares.

A população de gatos em domicílios brasileiros foi estimada em 22,1 milhões, o que representa aproximadamente 1,9 gato por domicílio que tem esse animal.

 

 

 

 

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 RELATÓRIO ANUAL 2014 – GAAR

Clique AQUI para visualizar o Relatório na íntegra

CAPA

 

 

 

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