A decisão de adotar um animal requer responsabilidade, COMPROMISSO e consciência

foto-2Nunca as pessoas adotaram tanto como nos dias de hoje. E os motivos são vários: solidão, raça que está na moda, amor genuíno por esses animais. O problema é que, excluindo os que nutrem amor pelos animais, há muitos indivíduos que adotam um cão ou um gato empolgados e que nos primeiros meses já desanimam e abandonam o seu animal de estimação na rua ou mesmo em casa. Vão no embalo, sem a mínima noção do que significa cuidar de um ser vivo, domesticado e que,por isso, não sabe se cuidar sozinho.

 

Pesquisas revelam que o abandono de animais dobra nos meses de férias. Muita gente viaja e não assume gastos com alguém que possa tratar do cão ou gato diariamente na própria casa ou colocando-o em uma clínica ou hotelzinho, no período em que estiver fora.

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E há ainda aqueles que simplesmente os abandonam no quintal, sem comida e sem água, num ato de crueldade terrível. Não é raro, principalmente nesse período do ano, os vizinhos ouvirem o lamento dos cães por falta de comida e se desdobrarem para alimentá-los. Muitos ficam acorrentados. Querem cão de guarda, mas não guardam o cão, tratando-o com total desleixo.

A população canina e felina só aumenta enquanto a população de crianças diminui na mesma medida. Esse é um fenômeno que precisa ser acompanhado de responsabilidade. Alguns países desenvolvidos, além de exigir o registro do cão/gato adotado em nome do tutor, ministram cursos para que ele aprenda a lidar com o animal.

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Muitos tutores não passeiam com seus cães, levando-os a desenvolver precocemente obesidade e outros males ligados ao sedentarismo. Não só as pessoas sofrem com o sedentarismo, os cães também são vítimas dele e do estresse.

Quem mora sozinho e trabalha o dia todo, só chegando em casa à noite, precisa arrumar um horário para interagir com o animal que ele diz para os amigos amar tanto, exibindo fotos dele, mas tratando-o com desprezo, alegando falta de tempo.

 

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A moda, seja qual for, induz a comportamentos automáticos, sem reflexão, com consequências desastrosas. Ter cão ou gato faz parte desse modo de agir. Mas, antes de adotá-lo, cabe fazer a pergunta: “ Será que terei tempo de cuidar bem dele ou o abandonarei na primeira dificuldade?” Que cada um Se a situação é ssresponda de acordo com a sua consciência.

 

E os cães de apartamento? REFLEXÃO: Há quem crie um Labrador e outros cães de porte em um espaço exíguo. Cães grandes precisam de muito espaço, querem correr, viver a liberdade que lhes foi arrancada por alguém que pensou só em si, não no seu animal. Se a situação é essa, indispensável passeios diários.

E os gatos com acesso à rua? REFLEXÃO: Muitos tutores de gatos questionam se devem permitir que seus pets tenham acesso à rua, por acreditarem ser um estilo de vida mais próximo ao que teriam em seu ambiente natural. Entretanto, as ruas escondem diversos perigos que podem reduzir a qualidade e o tempo de vida dos gatinhos:  traumas por quedas de grandes alturas (muros, telhados, árvores), , envenenamento, ferimentos graves por brigas com outros gatos ou cães, contágio de doenças graves, etc

Baseado nos artigos de Jaime Leitão (ANDA)

Como escolher o seu PET

O primeiro passo na hora de escolher o seu animal de estimação é decidir o que você quer do animal. Se você quer um animal que lhe faça companhia em casa, não escolha um animal muito agitado, talvez um gato seja melhor. Se você quer um animal para acompanhá-lo em atividades mais agitadas, como corridas e passeios, não adianta escolher um animal como um gato, que é naturalmente “sossegado”. Se optar pela adoção de um animalzinho, esteja preparado para aceitar sua personalidade tal como ela é e esteja ciente da responsabilidade que está assumindo para não abandonar o bichinho.

Depois, verifique que locais da casa ele vai ficar. Ele poderá entrar em casa ou ficará restrito ao quintal? Sua casa é grande ou pequena? É casa térrea ou é um apartamento? Animais de grande porte precisam de um quintal grande ou muitos passeios. Para ficar dentro de casa é melhor que o animal seja de pequeno porte ou médio.

Outro detalhe importante: se ele for ficar no quintal, precisa ser um lugar sem brecha para fugas, seu pet precisa de um espaço coberto, protegido do frio, do sol, comida e água sempre fresca, e local limpo.

Escolha o seu futuro bichinho de estimação com muita calma. Não tenha pressa, pois a adoção de um animal é quase como um casamento: ele ficará com você por muitos anos.

Se você adora cachorros e gatos, mas não tem pique para acompanhar um filhote, escolha um animal já adulto. Ele já estará mais calmo e será tão carinhoso e bonitinho quanto um filhotinho.

Mais importante, além de amar seu bichinho de estimação, ame a todos os animais. Assim, você poderá escolher melhor, pois vai entender as necessidades de cada animal e escolherá um bichinho que não vai sofrer ao ficar na sua casa.

FONTE: Petrede